Dentistas poderão realizar cirurgias plásticas faciais; decisão do CFO gera debate
- Redação
- 6 de mar.
- 2 min de leitura
Expansão da atuação odontológica inclui procedimentos estéticos faciais, mas gera controvérsias entre profissionais da saúde

Dentistas estão prestes a obter permissão para realizar cirurgias plásticas no rosto, como rinoplastia, lifting facial, otoplastia, blefaroplastia, entre outros, com a regulamentação em fase final pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO).
A medida, que segue a tendência de expansão da atuação odontológica no campo estético, exigirá habilitação específica e adaptações nos consultórios. As informações foram divulgadas pelo site Viva Bem, do Uol.
Claudio Miyake, presidente do CFO, ressaltou que essa evolução só foi possível após anos de estudos para garantir a segurança dos procedimentos. O número de dentistas especializados em harmonização orofacial cresceu significativamente, saltando de 908 em 2021 para mais de 4.000 em 2023. O interesse pelo setor tem sido um verdadeiro fenômeno, com 426 mil profissionais registrados no CFO atualmente.
A rinoplastia, que altera a estrutura do nariz, está entre os procedimentos mais aguardados e é a quarta cirurgia mais realizada no Brasil, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Outras técnicas populares, como lifting facial e otoplastia, também estão na lista de possíveis liberações.
Contudo, a ampliação das funções dos dentistas tem gerado controvérsias. O Conselho Federal de Medicina (CFM) já contesta na Justiça a resolução do CFO que reconhece a harmonização orofacial como especialidade odontológica e alerta para os riscos à saúde e à vida da população com a sobreposição de práticas médicas.
Para atuar na área, os dentistas precisarão comprovar especialização por meio de cursos com carga horária mínima, a ser definida. A expectativa é que as primeiras habilitações sejam liberadas em breve, embora o CFO ainda não tenha divulgado uma data específica.
Com informações Correios24horas
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